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Jenni, nova IA da AlphaJuris, navega na internet pelo advogado e cria ferramentas sob medida em minutos

Lançamento chega quando tribunais já multam peças com conteúdo jurídico inventado por IA, e a punição pode recair sobre o próprio cliente

AlphaJuris, legaltech brasileira de jurimetria e inteligência artificial, acaba de lançar a Jenni, uma assistente jurídica que pesquisa, redige, navega e monta ferramentas para o advogado.

Lançamento chega quando tribunais já multam peças com conteúdo jurídico inventado por IA, e a punição pode recair sobre o próprio cliente

A AlphaJuris, legaltech brasileira de jurimetria e inteligência artificial, lançou a Jenni, uma assistente jurídica que trabalha por conversa. O advogado pede por voz ou por texto, e ela pesquisa lei e jurisprudência, lê os documentos do caso, escreve a primeira versão da peça, acompanha processos e publicações e até monta aplicativos sob medida para o escritório. Em cada etapa, mostra de onde tirou o que usou.

“A maioria dos advogados no Brasil é autônoma. A Jenni dá a eles o apoio que antes exigia uma equipe inteira: alguém para pesquisar, redigir, acompanhar prazos e até construir as ferramentas do dia a dia, tudo numa conversa. E o último clique continua sendo do advogado”, afirma Matheus Henrique Bertuci, fundador da AlphaJuris.

Uma conversa, sem comandos para decorar

A Jenni não exige menus nem comandos. O advogado pode perguntar “o que o contrato da Maria diz sobre a multa?”, e ela procura nos documentos anexados ao caso. A resposta traz os trechos encontrados, com o nome do arquivo de origem. Se a resposta não está nos documentos, ela diz até onde a busca chegou.

O trabalho fica organizado em projetos, que guardam o objetivo, as anotações e as tarefas pendentes. Ao reabrir um projeto, a assistente retoma o contexto e mostra o que falta fazer.

Pesquisa com a fonte à vista

Quando recebe uma pergunta jurídica, a Jenni pesquisa em segundo plano e reúne a jurisprudência, a legislação e a doutrina disponíveis. A lei é lida no texto publicado oficialmente, e cada trecho vem com a indicação de onde saiu. A assistente separa as referências que conseguiu localizar das que ainda precisam ser conferidas. Quando não consegue confirmar uma informação, avisa, em vez de preencher a lacuna. Por trás disso, vários modelos de inteligência artificial trabalham juntos em cada tarefa.

Esse cuidado responde a um problema que já chegou aos tribunais. Em 2025 e 2026, cortes como o TRT-MG (Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais), o TJPR (Tribunal de Justiça do Paraná), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) e o TRT-GO multaram por litigância de má-fé partes e advogados que citaram jurisprudência inexistente, criada por IA. Em Minas Gerais, a multa de R$ 1.200 recaiu sobre o próprio trabalhador representado. Desde novembro de 2024, a Recomendação 001/2024 do Conselho Federal da OAB admite o uso de IA generativa na pesquisa, desde que o advogado verifique o conteúdo antes de levá-lo ao processo.

“Os tribunais já estão punindo advogados por citar decisões que a inteligência artificial inventou. A Jenni foi feita para o contrário: cada citação vem com a fonte, e o que ela não conseguiu confirmar aparece marcado para o advogado conferir”, diz Bertuci.

Da pesquisa à peça pronta

Com a pesquisa feita, o advogado pode pedir a peça: “prepare uma contestação para o caso da Maria”. A Jenni primeiro confere o que falta para redigir. Depois escreve um rascunho que parte do processo, dos documentos e da estratégia escolhida. Peças antigas do escritório podem servir de referência de estrutura e de linguagem.

O texto sai no padrão forense, em folha A4 e fonte Times 12, com a logo do escritório, e pode ser exportado em Word, PDF e outros cinco formatos. As citações da peça passam pela mesma checagem da pesquisa. A versão fica salva no caso para o advogado ler, ajustar e revisar.

Processos, prazos e estratégia

A assistente também acompanha a carteira de processos. Reúne o andamento de cada um, monta a linha do tempo de um caso, aponta o que merece atenção e organiza prazos e publicações.

Na análise de casos, compara as estratégias possíveis e usa a jurimetria dos dados disponíveis para estimar a chance de êxito de cada caminho, sempre com margem de incerteza. Quando a base não tem dados suficientes, a Jenni informa essa limitação em vez de apresentar um número sem contexto. A análise apoia a decisão, sem prometer o resultado do processo.

Um navegador que para antes do último clique

A Jenni usa um navegador de verdade para fazer tarefas na internet pelo advogado. Ela entra em portais, consulta, lê e preenche as etapas, mas para antes de protocolar, assinar, pagar ou enviar. A tela volta pronta para revisão, e quem conclui o ato é sempre o profissional.

Aplicativos sob medida em minutos

O advogado também pode descrever uma ferramenta de que precisa e receber, em poucos minutos, um aplicativo pronto para usar. Pode ser um CRM de clientes, um quadro de atendimento, um controle de honorários ou uma agenda de audiências. O app fica hospedado e pode ser compartilhado por link. Qualquer pessoa abre sem precisar de conta, mas só quem o criou altera os dados.

Uma equipe para quem advoga sozinho

O público é amplo. O Perfil ADV é um estudo encomendado pelo CFOAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil) à FGV (Fundação Getulio Vargas), que ouviu 20.885 profissionais e foi divulgado em maio de 2024. Segundo ele, 72% dos advogados no Brasil são autônomos. Para esse profissional, a Jenni junta numa só conversa tarefas que costumam ficar espalhadas: pesquisa, redação, acompanhamento de processos e ferramentas de gestão.

A Jenni está disponível em alphajurisbr.com.br/jenni. No site, a primeira pergunta por texto pode ser feita sem cadastro. A conversa por voz e o trabalho com os próprios casos acontecem no aplicativo.

Perguntas e respostas

O que é a Jenni, da AlphaJuris?

É uma assistente jurídica que trabalha por conversa, por voz ou por texto. Ela pesquisa lei e jurisprudência, mostra a origem de cada citação e redige peças no padrão forense. Também acompanha processos e publicações, faz tarefas em portais sem protocolar, assinar ou pagar sozinha e monta aplicativos sob medida para o escritório.

Como a Jenni lida com o risco de citar jurisprudência inventada?

Cada referência vem com a fonte, e a assistente separa o que conseguiu localizar do que ainda precisa ser conferido. Quando não confirma uma informação, avisa o advogado em vez de completar a lacuna. A revisão final continua sendo do profissional, como pede a recomendação do CFOAB.

A Jenni protocola, assina ou paga sozinha?

Não. Ela navega e preenche as etapas, mas para antes de protocolar, assinar, pagar ou enviar. O último clique é sempre do advogado.

Como experimentar?

Em alphajurisbr.com.br/jenni, a primeira pergunta por texto pode ser feita sem cadastro.