Durante a Semana de Prevenção às Drogas, cerca de 5 mil alunos da rede pública de ensino de Volta Redonda participaram de uma importante ação educativa que uniu arte e conscientização. O projeto apresentou a peça teatral “Tem Alguém Aí?”, dirigida por Stael de Oliveira, no Teatro Maestro Franklin, espaço da Fundação Educacional de Volta Redonda (FEVRE).
Ao todo, foram programadas oito apresentações gratuitas voltadas para estudantes de 10 e 11 anos, do 4º e 5º anos do Ensino Fundamental. A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Volta Redonda e diversas secretarias municipais, incluindo a Secretaria de Assistência e Prevenção de Drogas (SEMAPRED), Secretaria de Cultura, Secretaria de Esporte e Lazer e Secretaria de Educação, além da FEVRE. A montagem ficou a cargo da Cia de Teatro Arte em Cena.
Segundo a diretora do espetáculo, Stael de Oliveira, a ideia de trabalhar a prevenção por meio da arte já faz parte de sua trajetória. Ao longo dos anos, ela realizou ações como contação de histórias em parceria com o SESC, palestras, rodas de conversa e peças teatrais abordando o tema em escolas e eventos. A oportunidade de integrar o projeto da prefeitura ampliou ainda mais o alcance desse trabalho.
O principal objetivo da iniciativa é promover a conscientização sobre os perigos das drogas desde cedo. “A proposta é provocar a reflexão e incentivar as crianças a desenvolverem segurança para dizer não às drogas e às influências negativas”, explica Stael.

O teatro foi escolhido como ferramenta por sua capacidade de envolver emocionalmente o público. A linguagem dramática permite que os alunos se identifiquem com os personagens e reflitam sobre as situações apresentadas em cena, abrindo espaço para diálogo e aprendizado.
A peça conta a história de Caio, um menino que, influenciado por más companhias, acaba entrando no mundo das drogas. A dramaturgia apresenta dois caminhos possíveis: o de quem se perde nesse universo e não consegue voltar e o de quem encontra forças para sair após enfrentar as consequências desse ambiente. Tudo é retratado de forma simbólica.
Um dos recursos utilizados para facilitar a compreensão do público infantojuvenil é a personificação das drogas. No espetáculo, substâncias como álcool, maconha e cocaína aparecem representadas como personagens que tentam influenciar o protagonista, mostrando de forma clara os mecanismos de sedução e dependência.
O cenário, composto por grades que representam o aprisionamento causado pelo mundo das drogas, e a trilha sonora ajudam a construir o clima dramático da narrativa. Elementos simbólicos, como grandes esferas que representam as drogas, também fazem parte da encenação.
Após as apresentações, os alunos ainda participam de um momento de conversa e reflexão. Palestrantes convidados do PROERJ conduzem um debate com os estudantes, enquanto os atores dialogam com o público sobre a mensagem da peça.

Para Stael de Oliveira, a mensagem central do espetáculo é simples, mas poderosa: é preciso estar atento, pois o contato com as drogas muitas vezes começa de forma silenciosa e sedutora. “Queremos que as crianças entendam que elas têm o poder de fazer escolhas e que dizer não pode mudar completamente o rumo de suas vidas”, destaca.
Com sete sessões já realizadas e milhares de estudantes impactados, o projeto reforça o papel da arte como ferramenta de educação e transformação social, mostrando que o teatro pode ser um aliado importante na formação de jovens mais conscientes e preparados para enfrentar os desafios da vida.