VI Festival de Ópera de Pernambuco tem “Grand Finale” no Teatro Santa Isabel

Com um brilho operístico que já se tornou marca registrada, o VI Festival de Ópera de Pernambuco se encaminha para seu grand finale neste fim de semana. O evento, que homenageou as contribuições de três ícones da cultura — os 90 anos de Maurício de Sousa e José Alberto Kaplan, e os 200 anos de Johann Strauss II —, encerra sua temporada com a leveza e a genialidade da opereta O Morcego.

O palco, mais uma vez, é o histórico Teatro de Santa Isabel, joia cultural de Recife.
Este festival, sob a liderança do Maestro Wendell Kettle, Doutor em Regência pela Rússia, consolidou-se como um dos pilares da música de concerto no Brasil. Ao longo de suas seis edições, ele não apenas celebrou grandes nomes, mas também se tornou um polo de inovação e pesquisa.

Os projetos Academia de Ópera e Repertório (AOR) e Sinfonieta UFPB, incubados na universidade, atuam como verdadeiros laboratórios, onde a teoria se encontra com a prática e a arte ganha vida. A ambição de Kettle, de impulsionar a ópera em Pernambuco, ecoa no sucesso das récitas e no engajamento crescente do público.

O festival abriu com a encantadora ópera infanto-juvenil A Turma da Mônica em ‘Amizade é tudo’, do próprio Kettle, que soube harmonizar a popularidade dos personagens de Maurício de Sousa com a linguagem erudita, formando uma ponte essencial para novos espectadores. A seguir, o público pôde apreciar O Refletor, de José Alberto Kaplan, um tributo refinado e necessário a um dos nomes mais influentes da música contemporânea brasileira.

Para encerrar esta jornada musical, a escolha de O Morcego, de Johann Strauss II, é simplesmente perfeita. Considerada uma das obras-primas da opereta, ela é a epítome do humor vienense, da sedução e da comédia de enganos. A trama, que gira em torno de uma vingança engenhosa e um baile de máscaras, é um convite para o deleite. A música vibrante e as valsas exuberantes prometem cativar a plateia, transformando o Teatro de Santa Isabel em uma autêntica sala de festa.

O Morcego não é apenas entretenimento; é uma obra que explora a dualidade humana, o jogo entre a aparência e a realidade, e as complexidades das relações. A direção de Kettle e sua equipe, que se dedicaram à restauração de obras como O Pagador de Promessas e a ópera Leonor, certamente trarão a esta montagem a atenção aos detalhes e a profundidade que a obra merece.

Para essa montagem, a produção conta com o talento de solistas como Rafael Siano, além de Fernando Lourenço, do coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, que dará vida ao personagem de Eisenstein.


Elenco:


Izadora França – Rosalinda
Eneida Lima/Karla Rafaella – Adele
Fernando Lorenzo – Eisenstein
Rhaniel Veríssimo – Alfred
Radamir Lira – Dr. Falke
Kleiton d’Araújo – Príncipe Orlofsky
Rafael Siano – Frank
Kelly Costa – Ida
Társis Lima – Dr. Blind 
Adriano Valença – Frosch
Coro da Academia de Ópera e Repertório
Orquestra Jovem do Nordeste
Irapuan Júnior – Cenografia
Sofia Roque, Irapuan Júnior e Ñasaindy Barrett – Figurinos e Adereços.


SERVIÇO


VI Festival de Ópera de Pernambuco
Sexta-feira, 29 de agosto, 19h: Teatro de Santa Isabel.
Sábado, 30 de agosto, 19h: Teatro de Santa Isabel.
Domingo, 31 de agosto, 18h: Teatro de Santa Isabel.
Ingressos a partir de R$ 35 no site https://www.guicheweb.com.br/pesquisa/festivaldeoperape